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Diário de Intercâmbio: #partiu viver o melhor verão da vida nos Estados Unidos?

Em 2017, cerca de 120 Camp Counselors treinados pela Globe Trotter estão viajando para os Estados Unidos, onde atuarão com esportes radicais, atividades recreativas e culturais em acampamentos de verão. Os embarques já começaram e muitos dos intercambistas tiveram aquela emoção do primeiro voo internacional.

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É lógico que nós queremos saber todos os detalhes desta maravilhosa experiência no exterior, né? Então, convidamos alguns dos vijantes para nos contar como foi esse começo de aventura, desde a preparação no Brasil até o desembarque em solo Norte-Americano. Este post faz parte de uma série que postaremos a partir de agora, como Diário de Intercâmbio, e você pode conferir mais no nosso Facebook. Confira:

Anna Nery, Houston, Texas:
Entãooo… sobre antes da viagem, chegamos em Confins e demoramos a embarcar por que o pessoal não sabia o que era o grace period, então quando estávamos na sala de embarque eles fizeram a ultima chamada, e saímos correndo no meio do areoporto… imagina 8 mulheres correndo igual doidas pra chegar no avião… imagine até a música sweet dreams no fundo.

O primeiro voo ate São Paulo foi super barulhento… Nos perdemos várias vezes no aeroporto de Guarulhos. Já o voo pra México foi muito longo, mas foi muito bom também. Eu fiquei com o travesseiro, mas as meninas disseram que não era pra gente. Fazer o quê? Eu não sabia.

Conheci o dono de um agência de viagens de Ribeirão Preto que estava indo pra uma despedida de solteiro em Las Vegas. Ele ajudou a gente lá no aeroporto. E depois pegamos o voo pra Houston. Pra mim, o pior, pois o piloto ficou mexendo muito o avião.

Chegamos em Houston, o aeroporto estava super vazio… (continue acompanhando o Diário de Intercâmbio para saber mais sobre a experiência da Anna Nery e dos outros intercambistas)

 

Johnny Coelho – Brookston, Indiana

Como este é o meu segundo ano viajando, deixei muita coisa pra última hora e uma delas foi fazer a mala. Eu ia para o aeroporto às 21h e às 09h estava lavando as roupas que ia levar. Hahaha SUPER DICA: Não façam isso. Gente fica uma loucura pra arrumar a mala e as roupas não ficam secas rápido kkkkkk.

Finalmente acabei, fui para o aeroporto e esperei pouco tempo na fila pois já tinha feito check-in online. O voo para Los Angeles tinha escala, de 12 horas, no Panamá. Cheguei lá as 06h e fui tirar um cochilinho de trinta minutos que durou 3 horas. Hahahah eu estava MUITO cansado por que não dormi NADA na noite anterior ao voo por causa de ansiedade.

Então, decidi usar essas 9h que eu tinha no Panamá pra ir conhecer um pouco dos lugares perto do aeroporto. SÓ QUE EU FUI BARRADO NA IMIGRAÇÃO DELES.

Havia tomado a vacina contra febre amarela quatro dias antes do voo e o regulamento da imigração permite somente entrar no Panamá com a vacina tomada a pelo menos 10 dias antes da viagem. Close erradíssimo o meu; e por isso tive que ficar todo esse tempo no aeroporto. E o WiFi era só 30 minutos de graça e claro que eu não ia pagar pra usar hahahah.

Quando cheguei a Los Angeles, fui direto pra imigração dos EUA e não sei se foi por ser minha segunda vez ou pela hora que já era bem tarde (1am de quarta-feira), mas o agente só perguntou o que eu ia fazer no país e já carimbou o passaporte; muito diferente do ano passado, que foram várias perguntas (se preparem para essas perguntas). Peguei a mala e fui dormir no chão do aeroporto. Acordei já era 7am e fui pra porta do aeroporto pra pegar um Uber e ir pra Los Angeles; SO QUE A CORRIDA DO UBER NÃO PODERIA SER PAGA COM CASH!

Eu fiquei preso no aeroporto de novo! Por 17 horas!

 

 

Quarta feira às 7:48pm meu voo para Chicago decolou e pousei na cidade do vento às 11:45PM da quarta. Foram quase 6 horas de voo, mas tem fuso horário.

Desiludido, achando que ia ficar preso lá também, eu não dormi e comecei editando alguns vídeos, mas cheguei em Midway e tinha que ir para O’hare que era onde o diretor ia me dar a carona pro camp. Ele não me buscou no Midway por que estou indo de carona pro camp que eu só vim visitar (o camp onde trabalhei no verão passado). O sol nasceu e eu já fui correndo pegar o metrô e ir para downtown e UHUUU eu consegui. Cheguei ao Centro e fui andar pela cidade.

Quando as lojas estavam abertas, a primeira coisa que fiz foi comer Panda Express. Eu amo. Depois visitei mais lojas, lugares turísticos e peguei o metrô Blue line pra O’hare,  bem barato pelo tempo e distância que ele percorre. Cheguei ao aeroporto, encontrei o diretor e ficamos esperando os brasileiros que estão indo trabalhar no camp. O avião deles atrasou uma hora e meia. Achei que era minha sina ficar muito tempo no aeroporto, Hahahah Finalmente eles chegaram e fomos pro acampamento em Indiana; umas 2:30 de Chicago.

Levei très dias pra chegar no destino, mas cheguei e depois de quase chorar relembrando, tudo o que eu mais queria era tomar um banho. Confira mais dessa aventura no meu Canal no Youtube, clicando aqui.

 

Diego Siuves, Oklahoma City, Oklahoma

Oi, meu nome é Diego e estou em Oklahoma City, faço parte da família YMCA Bethany Day Camp. No dia 18/05 eu parti de BH rumo à experiência dos meus sonhos, no entanto a preparação começou um bom tempo antes, iniciando com o treinamento na Globe Trotter, tirar o visto até as loucuras de pré-viagem. Antes de viajar minha vida foi à loucura, principalmente porque só pude trancar minha pós-graduação 5 dias antes da viagem para não perder as disciplinas trancadas.

Como um bom brasileiro, deixei tudo para a última hora. Até momentos antes de ir para o aeroporto eu estava resolvendo algumas questões para a viagem, a própria mala só foi arrumada no dia, mas vamos para a parte interessante.

Às 18h eu fui para o aeroporto, onde já comecei a “choradeira”, tendo que me despedir da minha avó e vizinhos. Às 18:40, já estava no aeroporto fazendo check-in. Às 20:00 eu e os meninos começamos a preparar para embarcar, quando todos choraram muito e foi chorando até a Policia Federal. Pegamos o voo às 21:00 e ele decolou as 21:15.

No primeiro voo, “de cara”, já tive minha experiência com nativos da língua, pois os agentes de bordo eram em maioria americanos, ainda sentei ao lado de um americano e fomos conversando algumas vezes até chegar a Miami. Foi lá que veio o primeiro choque, inicialmente porque esperávamos que todos falassem inglês,  mas, na verdade, todos estavam falando espanhol. Até na imigração, quando o policial perguntou de onde eu era foi em espanhol, aí tive que responder em inglês para ele começar a conversar comigo em inglês. Essa parte foi bem rápida, no máximo 10 mim a entrevista.

Logo fomos para a área de conexão e percebi que o aeroporto de Miami é dividido em dois tipos de pessoas: as extremamente felizes e as extremamente rudes, pois fomos nesses extremos algumas vezes. A conexão demorou 4 horas e o nosso segundo voo que ia para Dallas/Texas foi de 3 horas e meia.

Finalmente fomos para Oklahoma. Um voo curto, que seria de apenas 40 minutos, se tornou os 50 minutos mais demorados da minha vida. Esse era o primeiro voo que nenhum de nós iríamos juntos, cada um foi para uma parte do avião e isso já me deixou um pouco nervoso, mas eu relaxei e embarquei. De início, já adorei o povo sulista, porque ao contrário de Miami eles foram e são supereducados, simpáticos e solícitos.

Tudo ia bem nos 20 primeiros minutos, até que iniciou uma turbulência e o avião começou a descer rápido demais, depois foi subindo, descendo e chacoalhando. Neste momento fiquei desesperado, mas quando eu olhei para meus lados todos pareciam super tranquilos, até eu encontrar a Ana, que me olhou com o mesmo olhar de desespero (hahahhaha).

Assim que o avião pousou, quando sai quase beijei o chão e queria matar o piloto. No entanto, vi que o pessoal começou a agradecer e cumprimentar o piloto, aí pensei “ele deve ter feito algo incrível e nos salvou”. Mal sabia eu, porque assim que chegamos todos perguntaram se estávamos bem, pois tinha acabado de ocorrer uma tempestade e na semana tivemos 2 tornados na cidade. A qualquer momento podemos ter alerta de novos tornados, mas vamos às partes divertidas.

Quando chegamos estávamos esperando pegar as malas, ir ao banheiro nos arrumar para encontrar nossa host family. Porém, logo que desembarcamos e fomos buscar a mala, encontramos as nossas famílias americanas gritando nossos nomes no meio do aeroporto e a nossa primeira reação foi voltar. Assim todos começaram a rir, ficamos morrendo de vergonha.

 

Diuayla Talita – Greensboro, North Carolina

Os preparativos para a minha viagem foram bem atribulados, tenho que confessar. Como moro sozinha eu meio que tinha que me virar com tudo, tentar deixar meus pais informados do que estava acontecendo também. Graças a Deus muita gente me ajudou a organizar, então eu não surtei. Meus pais não puderam me levar ao aeroporto, pois moram em outro estado, logo, eu fui com um amigo e meu namorado, e a mãe dele estava lá no aeroporto também. Foi bem legal ver as famílias de todos juntos e as despedidas foram muito bonitas.

Eu nunca tinha pegado um voo internacional, então foi uma experiência interessante, tirando o fato de que eu quase morri de frio durante o voo! Tinha um americano bem legal do meu lado e fomos conversando quase o percurso todo. Quando o avião aterrissou, ele se virou pra mim fazendo o Hi-5 e disse: “yeeeah! First time out of Brazil, you did it! Welcome to America!”. Já cheguei sendo muito bem recebida hahaha

Não tivemos muitos contratempos e foi tranquilo na imigração, acho que posso dizer que fomos abençoados na nossa viagem. Mas eu estava sem dormir, estava igual uma velha reclamando kkkk Ana Lu e Lessa tiveram que me aguentar o caminho todo. Nós desembarcamos no aeroporto internacional de Miami e pegamos um táxi até o aeroporto de Ft. Lauderdale, na cidade vizinha. Acho que foi no táxi que minha ficha de fato caiu, com todas aquelas palmeiras lindas no caminho, igualzinho nos filmes que eu via quando criança

Esperando por algumas horas em Lauderdale e então embarcamos para Raleigh/Durham. Combinamos de, a partir do táxi, só comunicar em inglês, e durante todo o trajeto conversamos com muitos americanos, foi quando eu percebi que realmente podia falar inglês.

Em Durham, duas pessoas do Camp estavam esperando a gente. Eles nos levaram de carro até o Camp, o que levou cerca de 2 horas e meia, porque no caminho paramos no Chick fil-A  e no Walmart… Continua no próximo post. Fique ligado!

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Blog #GenteQueViaja – Produção e Edição: Milson Veloso – Jornalista, especialista em Comunicação Digital, Mestrando em Interações Midiáticas e viajante

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